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O que é isto?

ACHEI!

Surreal!!!

Passeando por aí, achei essa imagem que define um pouco daquela "chuva surreal" que descrevi no post do dia 23/05.

Estava mais escuro e o trânsito estava mais louco...mas a indefinição das luzes e a sensação que me dá olhar a foto são as mesmas daquela sexta-feira.

Parece uma foto tirada por alguém que estava tentando enxergar em 3D, né?  



 Escrito por Lu Leite às 01:16
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QUASE ÓBITO

 Quase morrendo, meu computador dá sinais de cansaço,

dá sinais de puro estresse e talvez de alguma outra doencinha

Virose, que seja...alguma coisa assim...

Pobre amigo, eu devo ter contribuido pra isso

Com meus dedos cansados e estressados tantas vezes

Com meus passeios, arquivos e amigos viróticos

Com meus olhos titubeando diante da luz branca

Meus pensamentos divagantes e bucólicos diante de paisagem nenhuma

Aliás...poderia eu querer maior bucolismo do que o inspirado pelas paisagens do Windows XP?

Amigo, amigo...não nos deixe

Não quero ser eu a fazer o choro, a vela e a fita...amarela, sim, amarela!

Reage, amiguinho...amanhã apelaremos pro saratodo

E que a formatação-quase-coma te traga igualzinho

Tal e qual és

Mal humorado, instável e cansado

Mero repetidor dos nossos comportamentos

Adoro cachorros, mas vocês, as caixinhas pensantes, estão quase ganhando aquele famoso título que era deles

São amigos, obedientes (ressalvados os "poréns" do Windows) e não fazem xixi no chão

Mas absorvem nosso comportamento, igualzinho aos cães...

Reage, amigo...deita, descansa

Mas não finge de morto.

Amanhã tem remedinho...veremos.

 



 Escrito por Lu Leite às 23:15
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CHUVA SURREAL

   Volta da faculdade sexta...um chuvisco insistente, insistente, daqueles que não molha nada, mas deixa tudo úmido, e entra na menor frestinha da janela...desse tipo incrível mesmo.

   Um absurdo de carros na rua, e eu com pouca gasolina...isso que dá trabalhar em um aponta da cidade e estudar na outra...

   O chuvisquinho começou a querer dar uma de valente, e começou a não só incomodar, mas a ofender, a fazer barulho, a doer no vidro e doer em mim. Com tanta água, as pessoas que estavam nas calçadas tomaram muitos banhos, e eu não posso deixar de sofrer pelos tantos banhos que já levei (muitas vezes de farda de colégio e tudo!) e pelos que ainda levo quando assumo meu bom papel de passante...

   No vidro, os pingos grandes se misturavam às inúmeras luzes dos carros tontos, e eu, do lado de dentro (milagrosamente seca...é sempre um mistério isso) com um misto de cansaço de sexta-feira, dor de cabeça e uma vontade cortante de ir pra casa, via tudo como absurdo... E aqueles pingos d'água intercalados de tantas luzes, inclusive as de um cortejo fúnebre que parecia ainda mais fúnebre naquela chuva, eram como fogos de artifício diante dos meus olhos, e me davam exatamente aquela sensação que dão os fogos coloridos: tiram de si, ao mesmo tempo que fazem pensar...é um êxtase meio esquisito, concordam?

   Mais umas curvas e poças adiante, uma cena que todos os motoristas do mundo temem protagonizar: um carro "no prego", em um retorno super movimentado e dois homens com cara de boas pessoas empurrando o encharcado carro, e muita, muita, muita água, buzinas, luzes...cena dantesca, e não pude deixar de imaginar como eu me sairia numa situação dessas...pouca gasolina, pouca gasolina...e essa bendito posto que não aparece!

   Diante de todo aquele horizonte, que, dada a situação, não era lá essas coisas amplo, não, não pensei em Dante..pensei em Dalí, ele mesmo, o do bigodinho. Não que sejamos amigos de muito tempo, mas sempre me marcaram aquela força de expressão e aquela liberdade que marcaram demais as artes plásticas. Livre como meus pensamentos extáticos diante daqueles fogos de artifício fictícios, livre como um "S"...percebi em um daqueles momentos de "ócio criativo" que o "S" sai sempre livre da nossa boca, é fácil, é Simplessss (não entremos no mérito dos sotaques regionais!). Bom, e o tal "S" me fez lembrar do bigodinho dele, do "surreal" Salvador Dalí.

   Cheguei em casa meio atordoada, quase vesga  depois de tanto surrealismo ao volante. Demais pra uma sexta, né?

 

 



 Escrito por Lu Leite às 02:25
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SORRIR...

   Cheguei a uma conclusão drástica nos últimos dias: eu sorrio demais!

   Todo esse drama porque fiz uma pequena cirurgia na boca e estou desde então sem poder falar muito nem sorrir...e isso me põs para pensar um monte.

   É esquisito, não, é? Diz aí...é esquisito!

   Eu gosto de sorrir. Gosto! Que posso fazer, né?

   Sempre me disseram que eu sorrio mais com os olhos do que com a boca...portanto, eu não deveria estar estranhando tanto esses dias de "castigo"...porém, pra os olhos sorrirem se exige uma ginástica inacreditável de músculo, pele, ruguinhas, e...ufa!

   Nas fotos sou sempre aquela que sai com os olhos espremidinhos...sempre me alertam pra isso. Um tiro de canhão para os fotógrafos! Evviva!!! Mas me digam, de que adianta sair com os olhos bem abertos nas fotos se eles sempre ficam vermelhos? Acho que é a tal maldição dos "traiçoeiros" olhos castanhos... "Pra que serve Photoshop, Luciana?"....ah, fala sério...

   Adiante com os fatos. Registre-se: eu sorrio demais.

   E gosto. Gosto de sorrir.

   Rio quando acho as coisas engraçadas. E sempre acho muitas coisas engraçadas pelo caminho. Sou perita em achar o engraçado mesmo quando as coisas estão meio "punk". É...quando estou disposta é legal à beça.

   Rio quando estou contente...não "à Pollyana", pois vejo também as circunstâncias ruins e sofro por elas. Por isso mesmo sinto que devo me alegrar genuinamente com o bom que acontece. E acontece!

   Sorrio quando quero devolver a serenidade a alguém...funciona. Como me ajuda quando sou eu que passo por esses momentos, comecei a exercitar com os que estão ao redor, e comprovadamente funciona, se vem da alma.

   Sorrio também quando as coisas não vão tão bem assim, porque me dá a sensação de que é a contribuição imediata que posso dar para que melhorem.

   Rio...mas e quando o rio que trago dentro está aqui na garganta, prestes a transbordar, revolto, querendo com sua força destruir, destruir, destruir...pois sabe que pode. Então? Ainda assim, rio. E rio como "rio calmo", e ainda acrescento à paisagem uma brisa, que acalenta a alma. Por quê?

   Ninguém tem nada a ver com a revolta do rio que trago dentro...o rio da minha alma é problema meu, e, sinceramente, me interessa mais que ele esteja em harmonia com a paisagem ao redor do que que ele deságüe por aí destruindo tudo que encontra pela frente.

   E rio...e gosto de rir.

   Por isso o castigo desses dias. E que exercício de sorrir com os pontos segurando tudo aqui por dentro. E que exercício sorrir no silêncio, mesmo ainda querendo achar tantas coisas engraçadas, querendo dar serenidade aos que estão por perto, mesmo querendo mostrar que ainda assim estou contente...que exercício!

   Mas sorrio...sou rio...e meu rio tem águas frias e cheias de vida

...e o sol que o envolve é amarelo

...e tem um vento morno que não afeta as árvores nem a superfície da água

...e me faz lembrar que há muito o que fazer na vida, pois há muita vida

...e me faz querer viver

...e é rio...e é meu...e sou eu.

Assim

 



 Escrito por Lu Leite às 17:04
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CONTINUANDO A SÉRIE "SOBRE O MUNDO"...

Que o peso do mundo não nos esmage, mas também nunca nos pareça insignificante e alheio a ponto de não nos abalar

Que não cheguemos ao ponto de, como diz o Carlos, sermos "todo certeza", sem saber sofrer.

Os Ombros Suportam o Mundo


Carlos Drummond de Andrade

 

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.


Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.



 Escrito por Lu Leite às 22:26
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DEVANEIOS (PERDOEM!)...O MUNDO EM MINHAS MÃOS

Um mundo em minhas mãos

Minhas mãos, meu mundo

Mundo meu, mas que não é pra mim

Meu, mas não é egoísta como eu

Não posso lavar as mãos e esquecer do mundo

Achar que as coisas vão por si

Que vivo no meu pedaço e pronto

Não posso fechar as mãos e não abraçar o mundo

Ele é livre como minha alma, meu território

Não posso não sentir suas dores (e ponto!)

Ele não gira em torno de mim

Cresci e entendi

Mas eu estou aqui

Fixa no canto que ganhei

E sinto que ele gira sob meus pés

E minh'alma abraça tudo

Só sinto que devo abrir mão do tudo, meu mundo

Porque não posso não ser generosa com um mundo

Que me deu tudo

 



 Escrito por Lu Leite às 22:02
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Só um take do nosso dias das mães

Ela, a verdadeira dona do dia, pediu como presente que fôssemos juntos à missa na Fazenda da Esperança. Bom pedido, visto que era domingo, era de manhã, estava chuvoso e era longe...

Foi muito lindo também entre nós, porque o desejo de dar esse presente em um "embrulho" bem lindo, fez a gente acordar, fazer festa aqui em casa e ainda por cima querer dividir essa "festa" com um pessoal que precisa mesmo respirar um clima de família.

Em uma das pérolas mais verdadeiras dos últimos tempos, vi minha mãe afirmar: "Fiquei muito feliz hoje, muito mesmo, por ver que em um dia como esse não nos fechamos na nossa própria família...a alegria é ainda maior assim, não acham?".

Acho, mãe...acho, sim.

Obrigada por essa doçura e cuidado que me cercaram desde sempre, e por essa bondade autêntica que deixou marcas profundas em mim, embora ache que nunca alcançarei tamanho altruísmo.

Obrigada por escutar quando eu reclamo, e por fazer as coisas ficarem melhores só de você se preocupar e concordar com o que eu falo.

Obrigada por me fazer entender a cada dia, com o seu amor perseverante, um pouquinho da medida do amor de Deus, que senti ainda mais presente naquela missa na Fazenda, tão simples, tão isolada, mas tão plena. Acho que Deus é assim...simples.

Desculpa por ter crescido depressa demais, como tu dizes, e por não te deixar ser "mãe" às vezes. Obrigada por me deixares exercitar também meu lado materno, que faz com que eu me supere tantas vezes...e desculpa por ser tão fechada e impaciente todas as vezes.

É, mãe...tu não pensas, não planejas, não fazes...simplesmente és. Só quero aprender isso.

Paro por aqui, porque minha mãe tá querendo me mostrar uma coisa. Como o dia dela não foi só domingo, lá vou eu! AH! Como foi seu dia das mães?!

 

 

...em uma terra em que o tempo não escoasse, este "ninho" seriam meus irmãos e eu...

"Maravilhas" querendo valorizar as demais "maravilhas" e que acreditam ser possível construir um mundo digno de suas crianças.

 



 Escrito por Lu Leite às 23:12
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Mais do "Pessoa"...enxurrada de sensibilidade que não deixa que ninguém o leia sem fazer uma auto-análise.

Entre o sono e o sonho...

Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.

Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.

E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre -
Esse rio sem fim.


Fernando Pessoa, 11-9-1933



 Escrito por Lu Leite às 22:59
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URGÊNCIA

Vem me ajudar que isso aqui tá pesado

Para de puxar meu cabelo senão eu não largo o teu

Corre que isso é pra agora

Sai do banheiro que eu preciso usar

Fecha a janela que vai chover

Isso é pra ontem

Me dá a chave que eu tô com pressa

Ainda não terminou o que eu pedi?

Sai da frente que eu quero passar

Minha vez, sai daí

E onde está a urgência quando o assunto é

Querer bem

Sorrir

Ouvir

Respeitar

Esperar

A urgência teu o E e o U de "eu", e isso não é por nada

Tudo é urgente quando é pra mim

Tô me lixando pra você

Urgente, urgente, urgente

Eu, eu, eu

Gente, gente, gente

E quem sou eu se não ligo pra "gente"?

Que tipo de gente sou eu se só vivo de "urgente"? 



 Escrito por Lu Leite às 01:30
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Cântico XXVI


O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste breve,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos humanos,
Esquecidos...
Enganados...
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...

Mais dela aqui!



 Escrito por Lu Leite às 00:41
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Mais uma da Cecília...sobre a eternidade que alcançamos quando nos damos conta de que não somos nada mesmo. Sei que vocês entendem que não digo "nada" no sentido pejorativo, mas naquele sentido de que não somos os "bam-bam-bam-da-parada".

  Ah..não sei se me expliquei, mas quero saber o que vocês acham a respeito. Eu gosto de pensar assim. E ponto. Ponto. Ponto. É...eu gosto mesmo é das reticências.

Cântico IV

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.



 Escrito por Lu Leite às 00:28
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UÉ...NÃO PÁRA MAIS ESSA CHUVA?!

E quando chove o dia fica menos claro e os pensamentos mais embaçados.

Chove, e o trânsito fica maluco, e as águas nem sempre conseguem levar as frustrações.

E minha mãe fica feliz porque as plantas ficam mais verdes.

Os sorrisos ficam molhados, mas a tristeza se disfarça muito bem entre os pingos de chuva.

E o ritmo da água acalma o coração.

E as janelas deixam de ser translúcidas, e a gente quer mesmo ver menos coisas.

E a minha mãe fica feliz porque as plantas ficam mais verdes.

E eu lembro de velhas histórias e velhas canções.

Chove e tenho sono.

O vento sopra no ouvido parecendo amigo de longa data, e nem incomoda tanto assim.

Mas há casas que desabam e gente que sofre.

E os meninos têm vontade de brincar.

E minha mãe fica feliz porque as plantas ficam mais verdes.

   - Sai da chuva, menino! Quer ficar doente, é?

Entre pensamentos embaçados, água escorrendo nas rugas do rosto que sorri, roupa grudada no corpo gelado, cabelo que de tão molhado quase tapa totalmente a vista:

   - E quem disse que eu quero adoecer, mãe? Vem aqui fora ver. As plantas estão mais verdes.

 



 Escrito por Lu Leite às 14:55
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COISAS QUE ME TIRAM DO SÉRIO...PIOR, QUE ME TIRAM O BOM HUMOR!

  • Ser acordada às pressas e antes do que eu gostaria (isso acontece quase sempre, o que se pode fazer?!);
  • Prender espirro;
  • Fofoquinhas;
  • Meu irmão brigando comigo (buáaaaa!);
  • Eu brigando com ele;
  • Demorar a recomeçar quando eu não tô fazendo as coisas do jeito que comprovadamente me faz mais feliz;
  • Deixar crescer o bico quando tô chateada;
  • Ir procurar alguma coisa e não estar no lugar;
  • Comentários de trânsito;
  • Barbeiros (transito, parte 2);
  • Ser "atrasilda" por natureza;
  • Ser considerada menina demais quando preciso ser adulta;
  • Ser adulta demais quando se exige que eu seja mais criança;
  • Não lembrar o começo daquela música que não sai da minha cabeça;
  • Não conseguir cumprir minhas metas de leitura, de escrever cartas, e sobretudo de distribuição de tempo...

Ixi....a lista vai longe! Outra hora continuo... Ei, o que te irrita?



 Escrito por Lu Leite às 00:07
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E por falar em "tempo"...gosto gosto gosto disso aqui...



 Escrito por Lu Leite às 19:12
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Gosto da irresistível melodia que corre a alma quando leio algum pedacinho de Cecília Meireles...é o tal "ritmo" que ela soube empregar tão bem sem ser bobo.

O poema que publiquei antes tem um tom meio "colegial" no começo, mas os versos finais são tão lindos que me encantaram. Não que hoje me sinta assim melancólica, e nem querendo voltar assim o tempo, pois estou mais consciente do que nunca de que o que realmente faz a gente feliz é viver o momento presente, mas que acho linda essa melancolia doce da Cecília, isso eu acho..



 Escrito por Lu Leite às 18:41
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Canção quase Melancólica

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem decantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.



 Escrito por Lu Leite às 18:38
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MENSAGENS REPUBLICADAS PARA ATUALIZAÇÃO DESSE BLOG.. :o)

[25/4/2004 12:08:29 | Lu Leite
(Após uma viagem emergencial, eis que a Lupa ataca novamente)

Bagunça. Os livros espalhados, dos de álgebra aos gibis, todos no mesmo patamar, o chão, indicavam que naquela casa a igualdade era tanta que soava até desreipeitosa. Lençol, CDs, lápis, moedas, barulhinhos esquisitos ao se pisar a bagunça...quem saberia o que estava embolado com o tapete?

A mãe não era por nada contente com o caos, mas vá lá, tinha seu charme.

Minha casa, minha bagunça, meus irmãos. Dois, e vejo que a matemática divina não podia ter elaborado melhor essa equação que, como todas relacionadas a irmãos e afins, parece meio absurda.

Nasci, reinando sozinha em um território sem dono e cheio amor para oferecer. Dois anos depois, ele veio pra se apossar de tudo e destruir o que a minha astúcia infante tinha construído...isso inclui brinquedos, e não foi fácil lidar com esse novo reizinho. Outros dois anos depois, o princepizinho caçula, sereno e solitário, conciliador e doce, era difícil acreditar, mas ninguém teve mais tempo de mimá-lo.

O "absurdo" da equação enquanto pequenos era essa invasão de espaço e desrespeito à propriedade alheia, que sempre findavam em brigas homéricas...diz-se que o conceito de propriedade nasceu quando pela primeira vez um homem marcou um pedaço de terra e disse "isso é meu"...mas eu teimo em acreditar que não era um homem, mas sim um pimpolho, se é que vocês me entendem.

O "absurdo" enquanto adolescentes eram as brigas e discussões sem fim, cheias de pontos-de-vista e razão, que quando não eram respeitados seguim-se de um "manhêee, olha aqui ele!".

O "absurdo" hoje é nada ser verdade até que eu compartilhe com eles. Com licença da pieguice, mas é assim. Não que as invasões e discussões cheias de razão tenham acabado, mas se revestiram de um respeito à personalidade do outro, "absurdamente" diferente, sim, mas altamente enriquecedora.

É...as equações fraternas são como todas...tendem sempre ao equilíbrio, apesar da bgunças e dos entraves do amadurecimento.

Irmãos...tsc tsc tsc.


 Escrito por Lu Leite às 01:00
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"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros." (Che Guevara)


Ganhei um amigo.



 Escrito por Lu Leite às 00:57
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A ciência, a ciência, a ciência...

A ciência, a ciência, a ciência...
Ah, como tudo é nulo e vão!
A pobreza da inteligência
Ante a riqueza da emoção!

Aquela mulher que trabalha
Como uma santa em sacrifício,
Com quanto esforço dado ralha!
Contra o pensar, que é o meu vício!

A ciência! Como é pobre e nada!
Rico é o que alma dá e tem.

Fernando Pessoa (4-10-1934)


E eu aqui....encantada e consciente de que deveria ler mais o Pessoa mais "gente" que eu já vi.



 Escrito por Lu Leite às 00:54
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O céu está cinza, e chove.

Não sei bem por que, mas a chuva sempre me faz pensar em escrever...

Para mim é bem verdade aquela música dos Carpenters, que adoro: "Rainy days and mondays always get me down", verdade...

Dizem que "being down" é bom pra arte, não é?! Um dia quem sabe consiga materializar tudo isso....bom pra arte, bom pra arte!

Queria descrever esse céu de hoje, mas acho que estou sem capacidade artística...isso aí que o pessoal chama de "inspiração".

Não o consigo descrever, nem pensar a respeito dele, nem medir as conseqüências dessa chuva (que, pensando melhor agora, tem feito muitos estragos cá por Manaus)...

Porém, o sinto aqui dentro....não sei dizer, mas sinto esse céu chorão aqui dentro. Cinza-avermelhado como está, raivoso demais para uma sexta-feira.

Gosto do céu, da imensidão, da liberdade...e essas nuvens esquisitas rondando minhas aspirações!

Que seja! E eu vou me atrever a encrencar com esse céu raivoso justo nessa sexta? Eu, hein! Sai de mim! Se não quer conversa, eu finjo não estar ligando pra você e nem estar sentindo você aqui tão pertinho, tá certo?!

Céu, céu...tu és meu. Quero-te um bem enorme, e te sinto aqui. Abraço pra você... Boa chuva.





 Escrito por Lu Leite às 00:52
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PREMISSA...IDÉIAS...PEDAÇOS.

Há um tempo planejo fazer um caderninho de "pedaços"... partes de textos, músicas que me vêm à mente de forma repetitiva, idéias inacabadas, histórias sem final...queria muito ter todos esses pedaços em um caderninho, e andar com ele por todo canto. Meu cúmplice, meu companheiro, brinquedo preferido, culpado de meus maus momentos...
Os que assistiram ao "Procurando Forrester" (com Sean Connery) - não "Procurando Nemo", tá? Relôoooou, eu, ainda não sendo nada especialista em cinema, adorei os dois! - podem ter associado de alguma maneira a idéia do meu ex-futuro-caderninho-de-pedaços aos cadernos que Jamal carregava na mochila sempre. É...a idéia ficou ainda mais presente a partir daí.
Ainda não o fiz...por essa minha mania quase inevitável de deixar tudo pra depois. Como essa mania foi ficar tão arraigado em mim? Pior...arraigou-se, e eu sequer percebi.

A Lupa é uma tentativa de ter um cantinho para os "pedaços"...meus, seus, de quem quiser...contanto que pedaços! Porque, afinal de contas, não se pode com uma simples lupa enxergar as "minusculosidades" do mundo inteiro.

Ei-la.

E tenho dito.

Para quem quiser saber mais um pouquinho sobre "Procurando..." (não "Nemo", hein! "Forrester"!), aqui uma síntese beeeem sintética, mas acho que dá uma idéia dessa delí­cia de filme.
Aqui!


 Escrito por Lu Leite às 00:48
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